Fornecedores que vendem para o Governo costumam pensar que basta vencer a etapa de lances e tá tudo resolvido, mas não é bem assim.
Fornecedores que vendem para o Governo costumam pensar que basta vencer a etapa de lances e tá tudo resolvido, mas não é bem assim. É comum vermos propostas sendo recusadas porque não constam ali as informações necessárias que permitam ao Pregoeiro ou à Comissão uma avaliação adequada. Além disso, ainda temos as contratações diretas, que podem ser muito impactadas (para o bem ou para o mal), conforme o conteúdo constante da proposta.
Você precisa de um documento bem elaborado, objetivo e completo. Seguem algumas dicas de quem já esteve do outro lado, analisando essas propostas:
1- A primeira página deve ser um resumo executivo, demonstre a essência do projeto, seus objetivos e como sua empresa pode atender às necessidades específicas do cliente. Se estiver vendendo um produto com muitas especificações técnicas, informe o endereço eletrônico onde o contratante pode encontrar esse detalhamento, caso queira.
2- Deixe claro que você entendeu as necessidades do cliente, e separe mais uma ou duas páginas para apresentar os diferenciais de sua empresa, como equipe técnica, prazos de entrega, índice de satisfação de clientes, etc, e demonstre como tudo isso pode se alinhar às necessidades do seu futuro cliente.
3- Elabore um cronograma claro e realista mostrando os marcos principais e quando eles serão alcançados.
4- Descreva a parte financeira de sua proposta, detalhando de forma transparente os prazos de pagamento, valores de honorários extras, etc.
5- Por último, coloque os dados de sua empresa, deixe seus meios de contato (mais de um, por favor) e, se possível, inclua testemunhos e contatos de clientes que possam falar bem de sua empresa.
DICA BÔNUS: evite propostas longas e termos eminentemente técnicos, pois isso desencoraja a leitura e pode levar a diversas confusões irremediáveis.